O QUE É REPOSIÇÃO HORMONAL

Hormônios são substâncias que existem e são produzidas em todos os organismos vivos, inclusive plantas. Com eles as funções orgânicas são efetuadas com eficiência.

Na ausência do hormônio produzido, por exemplo, no pâncreas (insulina), temos a doença chamada diabetes melitus, na falta de hormônio da tiróide, consubstancia-se o hipotiroidismo.

Após a menopausa, a mulher apresenta um grande deficit de hormônios ovarianos, observando-se rápido envelhecimento.

Como o próprio nome diz REPOSIÇÀO HORMONAL é a prescrição de hormônios que por razões diversas não estejam sendo produzidos em quantidade suficiente e em conseqüência desse fato, o organismo apresente doenças ou sinais físicos e ou mentais desse déficit hormonal.

QUAL A RECOMENDAÇÃO?

A falta de um hormônio deve ser criteriosamente analisada. Quando houver carência do hormônio após exames clínicos e laboratoriais, o médico deve avaliar o Risco / Benefício para a paciente e prescrever ou não, a medicação mais adequada.

Assim pode-se recomendar:

  • dieta alimentar e exercícios físicos,
  • fitohormônios (por exemplo isoflavonas derivadas da soja)
  • ou terapia de reposição hormonal convencional.

COMO ELA AUXILIA E/ OU PREJUDICA A SAÚDE?

Pode haver prejuízo para a saúde, na prescrição de qualquer medicamento, quando o diagnóstico for incorreto.

Por outro lado, a não prescrição de um medicamento necessário é também, muito prejudicial.

A falta do hormônio acarreta entre outras: envelhecimento rápido com perda de colágeno da pele e conseqüente aparecimento de rugas, osteoporose (com as temíveis fraturas de quadril ou coluna lombar),alterações urinárias com cistites repetidas, disfunção sexual e alterações comportamentais.

A prescrição inadequada do hormônio pode aumentar o risco relativo para tromboembolismo ou mesmo para tumores hormônio-dependentes.

QUAL SERIA ESSE AUMENTO DE RISCO RELATIVO?

O Risco relativo leva em consideração outros fatores de risco ( p. ex.: fumar, obesidade na adolescência, gestação tardia, hereditariedade, etc.)

Normalmente esse risco relativo é 5 / 10000 , isto é 5 mulheres em 10000 .

Pois bem tomando hormônios de maneira inadequada ( Via oral e doses altas de estrogênio-progesterona), tendo mais de 67 anos e por 5anos sem nenhuma interrupção o RISCO RELATIVO aumenta de 5 mulheres para 7 mulheres em 10000 nas mesmas condições.

Mulheres sem útero ou que usam hormônios na pele, segundo a recente pesquisa publicada não correm risco relativo.

Outras pesquisas apontam para um pequeno aumento no RR para usuárias de TRH , após 2,6 anos de uso, assim:

Não usuárias: RR = 1,0

Usuárias de estrogênio RR= 1,22

Usuárias de estrogênio-progesterona: RR= 2,0

Usuárias de tibolona: RR= 1,45

 

Deve-se concluir que em tão pequeno tempo de uso provavelmente essas neoplasias já deveriam existir.

Comprova-se o papel importante no desenvolvimento de câncer pré-existente continuando a dúvida do papel da TRH no aparecimento de novos tumores.

As principais indicações atuais sobre TRH são:

Pacientes em menopausa com sintomas( ondas de calor, distúrbios do sono, secura vaginal,

Pacientes com risco de osteoporose

Deve-se ressaltar sempre que o tratamento hormonal na pós-menopausa resulta em resultados favoráveis em mulheres com dieta alimentar adequada e prática de atividade física diária e orientada por especialista.