Corrimento VaginalCaracteriza-se como corrimento genital ou vaginal a presença de secreções líquidas ou semi-pastosas que exteriorizam-se pela vagina e não são consideradas como perda sanguínea ou menstruação.

Deve ser também diferenciado da secreção vaginal, similar a clara de ovo e que ocorre no período ovulatório ( fértil ) de um ciclo menstrual normal. A secreção não ocasiona coceira e nem cheiro desagradável, desaparece em alguns dias, sempre antes da menstruação. A secreção vaginal similar a clara de ovo caracteriza o período fértil da mulher.

O corrimento vaginal ou genital, pode ter aspecto aquoso, leitoso, pastoso ou assemelhando-se a nata de leite coalhado. Pode ser esbranquiçado, amarelado ou mesmo esverdeado.

Geralmente o corrimento é acompanhado por:

  • Prurido (coceira) intenso, em especial na fase aguda da doença e odor comparado a peixe ou pútrido e alterações urinárias tais como ardor ao urinar ( cistite ou uretrite)

Com essas características clínicas o ginecologista diagnostica facilmente o tipo de corrimento e até mesmo suspeita qual o agente causador ( bactéria?, fungo?, vírus?, protozoário? ).

Para “fechar”o diagnóstico solicita exames laboratoriais, tais como: bacterioscopia, exame a fresco, cultura, citobacterioscopia, papanicolaou e outros exames mais específicos como Captura híbrida ou PCR para identificar, por exemplo HPV, clamídea, neisseria (gonorréia), ou outros agentes que podem causar, além dos sintomas acima referidos esterilidade feminina.

O tratamento inclui cuidados higiênicos rigorosos tanto pessoais como com roupas íntimas.

O relacionamento sexual não é proibido, mas recomenda-se o uso do condon.

Em alguns tipos de corrimento deve-se tratar também o parceiro. O tratamento deve ser específico, isto é, dirigido ao agente etiológico causador da doença, por exemplo, identificada presença do Fungo Candida albicans,tratar com remédios para candida. Quando não se tem ainda o diagnóstico completo e bem comprovado pode-se usar medicamentos que atinjam mais de um agente.